Livros

UM BREVE LIMA BARRETO

Em 13 de Maio de 1881 nasce Afonso Henriques de Lima Barreto. Exatamente 7 anos antes da Lei Aurea ser assinada. Aos seis anos de idade perde a mãe e antes de se formar na escola politécnica a pai adoece e ele precisa largar os estudos para sustentar a família. Apesar de negro e descendente de escravos, seu padrinho, Visconde de Ouro Preto, garantiu a ele boa educação.

Lima Barreto

Sua mãe, diretora de colégio, e seu pai, tipógrafo, acreditavam que a libertação de um povo vem a partir da educação. Ele estudou no Colégio Dom Pedro II e depois foi para a Escola Politécnica cursar engenharia, mas devido a situação do pai, ele foi obrigado a abandonar os estudos para sustentar a família. Trabalhou no Ministério da Guerra e também escreveu para jornais e revistas no Rio de Janeiro.

“O Brasil não tem povo, tem público.”

Lima Barreto trabalhava no centro e morava no subúrbio do Rio de Janeiro, mas ele não se encaixava em nenhum dos dois locais. No centro ele é visto como suburbano e no subúrbio ele não é suburbano.

Leitor de autores que propagavam o racismo cientifico, Lima não acreditava nesse tipo de teoria. Ele criticava esses teóricos e a sociedade da época em seus textos e livros.

’ Eu professo uma literatura militante’. Militante para ele era falar das mazelas do seu mundo.”*

A vida difícil o levou ao alcoolismo que lhe rendeu algumas internações. Desenvolveu um depressão aguda e 1914 foi internado. Em 1918 foi aposentado por invalidez e em 1º de Novembro de 1922 Lima Barreto falece.

Principais Obras de Lima Barreto: 

  • Recordações do escrivão Isaías Caminha; 
  • Triste fim de Policarpo Quaresma;
  • Numa e ninfa;
  • Os bruzundangas; 
  • Clara dos Anjos;
  • Diário Íntimo. 

Ele é o homenageado desse ano na Flip que vai de 26 a 30 de julho. Lima Barreto é mais legal do que te ensinam na escola e se você quer saber um pouquinho mais sobre ele, vale pena ler o livro “Lima Barreto: triste visionário” da Professora Lilia Moritz Schwarcz.

* O comentário sobre a frase é da professora e autora do livro “Lima Barreto: triste visionário”, Lilia Moritz Schwarcz.

Comentários

comentários

Você pode gostar também

Sem comentários

Deixe uma resposta