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Crítica: A Delirante História de Um Homem Morto

No curta A Delirante História de Um Homem Morto, o diretor Daniel Gravelli (Cinzas e Café) que também escreve o roteiro trata de um tema controverso: a busca da liberdade a qualquer preço. O que você faria para se tornar livre?

O curta gravado em 2014 em Muriaé, interior de Minas Gerais aborda a relação claustrofóbica de Samuel e sua mãe Elis, uma ex alcoólatra e fanática religiosa que pensa que a melhor maneira de criar o filho é distanciando-o da realidade do mundo. Vinte anos se passam e a relação sofrida e inflexível imposta por Elis se torna cada vez mais corrosiva culminando em um desfecho insólito.

Wallaroo - A delirante historia de um homem morto - Still-43

A iluminação sombria nos momentos que retratam a relação entre mãe e filho e também dentro da casa, contrasta e ao mesmo tempo conversa com a claridade do sopro de liberdade. A trilha sonora é inspirada e contundente, bem como sua edição de som.

A escolha dos atores principais foi primordial para dar o tom certo a história que Gravelli quis contar. Helga Nemeczyk, que não tem idade pra fazer essa mãe, dá conta do recado e cria uma mãe dominadora e sufocante digna de filmes de Hitchcock, enquanto Paulo Olivera em sua mudez ensurdecedora faz o filho submisso sem parecer canastrão. O elenco todo está em total harmonia.

Wallaroo - A delirante historia de um homem morto - Still-74A Delirante História de Um Homem Morto é um filme que lida com questões como medo, claustrofobia, liberdade. O filme ressalta também o quão pode ser a imperceptível a linha entre o amor maternal e a obsessão por um filho. As questões psicológicas das relações humanas são abordadas de forma profunda.

É um filme que nos faz pensar em como lidamos com nossas relações. Familiares, fraternais e afetivas! Torço para que possa se tornar um longa e vermos as razões que levaram essa mãe a agir assim e também compreender aquele filho aprisionado. Vale a pena conferir. Gravelli acerta mais uma vez!

Esse trailer é de arrepiar e nos faz querer ver o quanto antes!

A estreia para convidados será no dia 25 de julho às 18:30 na Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro.

E você? O que faria pra tornar-se livre? See you guys!

Comentários

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2 Comentários

  • Responder
    Nice Lira
    25 de julho de 2016 at 16:01

    Nossa que profundo.
    Já quero assistir.
    Emoção a flor da pele.

    • Anselmo Almeida
      Responder
      Anselmo Almeida
      25 de julho de 2016 at 16:19

      Que bom que gostou! Aqui você sempre terá boas dicas com a Família #DIZAE!

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